Categoria: Poema
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Petrarca – Soneto CXXXIII (“O Amor me Assinalou com sua Seta”)

“Soneto CXXXIII (“O Amor me Assinalou com sua Seta”)”, um poema de Francesco Petrarca que retrata o amor como força avassaladora e paradoxal, comparando seus efeitos ao fogo, ao sol e ao vento, e explorando a tensão entre êxtase, dor e aniquilação amorosa.
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Juan Vicente Piqueras – Como estás

Morri na última terça-feira e ninguém notou. O mundo permaneceu o mesmo, mudando e imutável.Não houve furacão, anúncio, tempestadeou nuvens por entre as quais surgisseaquele raio de luz que aparecianas capas dos catecismos. Minha filha continuou a servir-me o chá no mesmo horárioe eu continuo a sorve-lo em pequenos goles com o canudinho que ela…
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Miguel Torga – Sísifo

Recomeça…Se puderesSem angústiaE sem pressa.E os passos que deres,Nesse caminho duroDo futuroDá-os em liberdade.Enquanto não alcancesNão descanses.De nenhum fruto queiras só metade.E, nunca saciado,Vai colhendoIlusões sucessivas no pomar.Sempre a sonharE vendo,Acordado,O logro da aventura.És Homem, não te esqueças!Só é tua a loucuraOnde, com lucidez, te reconheças.
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Retrospectiva 2022

Segue abaixo uma relação dos melhores poemas publicados no blog no ano de 2022, em ordem cronológica pelo mês de postagem. Eu pretendia limitar a retrospectiva a um total de 50 textos, mas isso não foi possível. O ano foi fértil e tive a felicidade de traduzir e publicar muita coisa boa este ano, em…
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Fernando Sabino – Certeza

Fernando Sabino – Certeza De tudo, ficaram três coisas:A certeza de que estamos sempre começando.A certeza de que precisamos continuar.A certeza de que seremosinterrompidos antes de terminar.Portanto devemos:Fazer da interrupção um caminho novo.Da queda um passo de dança.Do medo, uma escada.Do sonho, uma ponte.Da procura, um encontro. _________________________________________ A vida… A vida é um eterno…
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Charles Baudelaire – A Giganta

Pois quando a Natureza, em seu capricho exato,Gerava estranhos seres raros, dia a dia,Uma giganta moça – eis do eu gostaria,Para viver-lhe aos pés com a volúpia de um gato. Ver seu corpo florir com a flor de sua almaE crescer livremente em seus terríveis jogos;Ver se não teria no peito alguma oculta chama,Com as…
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Wanda Coleman – Uma conversa com meu neto de seis anos de idade

há uma tempestade cósmica sempre que ele entra em minha órbitacinco raças em guerra fora do tempo, presasnum único corpo espigado e nervoso, joelhos e cotovelos ossudosos ensinamentos rigorosamente amorosos de mamãe e papai criamraízes apesar da engenharia de mídia e da pressão dos colegas.as tiradas cortantes, as respostas farpadas e o humor atrevidoque em…
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Maya Angelou – Ainda assim me Levanto

Você pode me inscrever na históriaCom as mentiras amargas que contarVocê pode me arrastar no pó,Ainda assim, como pó, vou me levantar Minha elegância o perturba?Por que você afunda no pesar?Porque eu caminho como se eu tivessePetróleo jorrando na sala de estar Assim como a lua ou o solCom a certeza das ondas no marComo…
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Cesare Pavese – O paraíso sobre os telhados

Será um dia tranquilo, de luz friacomo o sol que nasce ou que morre, e o vidrofechará por fora o ar sórdido. Acorda-se uma manhã, de uma vez para sempre,na tepidez do último sono: A sombraserá como a tepidez. Encherá o quartopela grande janela um céu mais vasto.Da escada subida um dia para semprenão virão…
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Wislawa Szymborska – O Terrorista, Ele Observa

A bomba vai explodir no bar às treze e vinte.Agora são só treze e dezesseis.Alguns ainda terão tempo de entrar;alguns de sair. O terrorista já passou para o outro lado da rua.A distância o livra de todo male a vista, bom, é como no cinema: Uma mulher de jaqueta amarela, ela entra.Um homem de óculos…