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José Infante – Esquecimento ou desmemoria?

“Esquecimento ou desmemoria?”, um poema de José Infante sobre a perda devastadora da memória, o impacto emocional do Alzheimer, e a luta entre lembrar e esquecer, explorando a dor da desorientação e a busca desesperada por identidades perdidas.
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Ferreira Gullar -Aprendizado

Do mesmo modo que te abriste à alegria abre-te agora ao sofrimentoque é fruto delae seu avesso ardente. Do mesmo modo que da alegria foste ao fundo e te perdeste nela e te achaste nessa perda deixa que a dor se exerça agorasem mentirasnem desculpas e em tua carne vaporize toda ilusão que a vida…
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Jack Gilbert – Infidelidade

O poema examina a infidelidade menos como episódio moral do que como tensão entre desejo, lealdade e memória. Na convivência amorosa, a atração por outra vida revela fissuras, escolhas e consequências que não se deixam simplificar.
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Jack Gilbert – Não a felicidade, mas a consequência da felicidade

Jack Gilbert desloca a atenção da felicidade para o que ela deixa depois de vivida. O poema observa marcas, perdas e mudanças produzidas por uma alegria real, recusando tanto a celebração fácil quanto o desespero absoluto.
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Jack Gilbert – De pouco em pouco: da meia-noite às quatro da manhã

Durante as horas entre a meia-noite e a madrugada, a consciência acompanha pequenas mudanças que aproximam vida, tempo e morte. O poema transforma a vigília num movimento gradual, atento ao desaparecimento e à continuidade.
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Carlos Drummond de Andrade – Carta

Bem quisera escrevê-lacom palavras sabidas,as mesmas, triviais,embora estremecessema um toque de paixão.Perfurando os obscuroscanais de argila e sombra,ela iria contandoque vou bem, e amo sempree amo cada vez maisa essa minha maneiratorcida e reticente,e espero uma resposta,mas que não tarde; e peçoum objeto minúsculosó para dar prazera quem pode ofertá-lo;diria ela do tempoque faz do…
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Saskia Hamilton – 1944

“1944”, um poema de Saskia Hamilton em que gestos de cuidado e resistência emergem em meio à devastação da guerra, revelando a força humana diante do caos.
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Nelson Santander – Pontuação

“Pontuação”, um poema de Nelson Santander que transforma o instante banal da colisão em vírgula sangrenta da existência — e revela, entre linguagem e silêncio, que até os erros gramaticais podem ser vestígios da morte.
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Peter Davidson – Castelos de Setembro

“Castelos de Setembro”, um poema de Peter Davidson em que a chegada do outono evoca reflexões sobre a transitoriedade, a solidão e a memória, entrelaçando paisagens íntimas e culturais em um diálogo com o tempo e a poesia.
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Mário Quintana – Pequeno Poema Didático

O tempo é indivisível. Dize,Qual o sentido do calendário?Tombam as folhas e fica a árvore,Contra o vento incerto e vário. A vida é indivisível. MesmoA que se julga mais dispersaE pertence a um eterno diálogoA mais inconseqüente conversa. Todos os poemas são um mesmo poema,Todos os porres são o mesmo porre,Não é de uma vez…