Categoria: Poesia em Língua Inglesa
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Edgar Allan Poe – Só

Desde criança nunca fui como outros foram Nem meus olhos nunca viram o que outros viram, Já que minhas paixões não têm a mesma origem Não vêm da mesma fonte as dores que me afligem. Também o prazer era de outra natureza – Tudo que amei ninguém amou, tenho certeza. Lá – no despontar de…
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William Butler Yeats – O Prazer do Difícil

O prazer do difícil tem secado A seiva em minhas veias. A alegria Espontânea se foi. O fogo esfria No coração. Algo mantém cerceado Meu potro, como se o divino passo Já não lembrasse o Olimpo, a asa, o espaço, Sob o chicote, trêmulo, prostrado, E carregasse pedras. Diabos levem As peças de sucesso que…
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Philip Larkin – Por Que Sonhei Contigo a Noite Passada?

Por que sonhei contigo a noite passada? Agora a manhã empurra cabelos para trás [com uma luz grisalha Lembranças batem de volta, como tapas na cara; Apoiado no cotovelo, eu fito o branco nevoeiro Além da janela. Tantas coisas que eu pensava esquecidas Voltam agora à mente numa estranha dor: Como cartas que chegam para…
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Philip Larkin – Ignorância

Estranho nada saber, nunca ter a certeza Do que é verdadeiro, certo ou real, Forçado então a dizer pelo menos é o que sinto Ou Bom, é o que parece: Alguém deve saber. Estranho ignorar o modo como as coisas funcionam: A sua capacidade de encontrar o que necessitam, O seu sentido de forma, e…
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Philip Larkin – Aubade

De dia, trabalho; à noite, eu meio que encho a cara. Olho o negror sem som, me levantando às quatro. Em tempo, a borda da cortina vai estar clara. Até lá, vejo aquilo que está ali, de fato: A morte infatigável, um dia mais perto, Tornando inviável todo pensamento, exceto O de onde, como e…
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Philip Larkin – Eu Comecei a Dizer

Eu comecei a dizer “Um quarto de século” Ou “trinta anos atrás” Sobre minha própria vida. Isso me deixa sem fôlego É como despencar e arremeter Acenando em largos giros Através do céu vazio. Tudo o que resta acontecer São algumas mortes (incluindo a minha). Em que ordem, e de que maneira, É o que…
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Philip Larkin – As Árvores

As árvores se põem a enfolhar Como algo quase expresso. Seus brotos, Tenros, estão se estendendo, soltos; Seu verde é uma espécie de pesar. Renascem, ou é a gente que vem a Envelhecer? Não, morrem, por certo. O truque anual de um novo aspecto Está inscrito nos anéis da lenha. E cada castelo móvel, no…
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William Carlos Williams – Estas

ESTAS são as semanas desoladas, sombrias em que na sua aridez a natureza rivaliza com a estupidez humana. O ano despenha-se na noite e o coração é um abismo mais fundo que a noite nesse vazio varrido pelo vento sem sol, sem lua nem estrelas apenas uma estranha luz do pensamento que lança um tenebroso…
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Alfred Tennyson – Ulysses

De nada serve a um rei ficar inerte, No lar quieto, em meio à rocha infértil, Unido a esposa idosa, eu doo e imponho Iníquas leis a um bando de selvagens Que soma, e dorme, e engorda, e não me vê. Estou inquieto: Sorverei da vida A última gota: Sempre gozei muito, Sofri muito, com…
