Tag: Silêncio
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Carlos Drummond de Andrade – Coisa Miserável

Coisa miserável,suspiro de angústiaenchendo o espaço,vontade de chorar,coisa miserável,miserável. Senhor, piedade de mim,olhos misericordiosospousando nos meus,braços divinoscingindo meu peito,coisa miserávelno pó sem consolo,consolai-me. Mas de nada velegemer ou chorar,de nada valeerguer as mãos e olhospara um céu tão longe,para um Deus tão longeou, quem sabe? para um céu vazio. É melhor sorrir(sorrir gravemente)e ficar caladoe…
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Eduardo Alves da Costa – No Caminho, com Maiakóvski

Assim como a criançahumildemente afagaa imagem do herói,assim me aproximo de ti, Maiakósvki.Não importa o que me possa acontecerpor andar ombro a ombrocom um poeta soviético.Lendo teus versos, aprendi a ter coragem. Tu sabes,conheces melhor do que eua velha história.Na primeira noite eles se aproximame roubam uma flordo nosso jardim.E não dizemos nada.Na segunda noite,…
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Louis MacNeice – Uma catarata concebida como uma procissão de cadáveres

“Uma catarata concebida como uma procissão de cadáveres”, um poema de Louis MacNeice em que o rio se transforma em palco de um ritual sombrio, onde a correnteza sussurra segredos de morte e esquecimento, arrastando o eco de vidas que se perdem na cadência interminável das águas.
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Mary Oliver – Prece

“Prece”, um poema de Mary Oliver em que o sagrado se revela na simplicidade do olhar.
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Alex Dimitrov – Solstício de inverno

“Solstício de Inverno”, de Alex Dimitrov, uma meditação sombria e ao mesmo tempo melancólica sobre a experiência da solidão, do amor e da efemeridade da vida.
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Arnaldo Antunes – Eu apresento a página branca

Eu apresento a página branca Contra: Burocratas travestidos de poetasSem-graças travestidos de sériosAnões travestidos de criançasComplacentes travestidos de justosJingles travestidos de rockEstórias travestidas de cinemaChatos travestidos de coitadosPassivos travestidos de pacatosMedo travestido de sensoCensores travestidos de sensoresPalavras travestidas de sentidoPalavras caladas travestidas de silêncioObscuros travestidos de complexosBois travestidos de tourosFraquezas travestidas de virtudesBagaços travestidos de…
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David Ignatow – Para a minha filha

Quando eu morrer, escolhe uma estrelae dá-lhe o meu nomepara que saibas quenão te abandoneinem te esqueci.Foste para mim uma estrela,guiando-me pelo teu nascimentoe infância, minha mãona tua mão. Quando eu morrer,escolhe uma estrela e dá-lheo meu nome para que eu possa brilharsobre ti, até que te juntes a mimna escuridão e no silênciojuntos. Trad.:…
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Linda Pastan – Às vezes

“Às Vezes”, um poema de Linda Pastan que fala sobre o distanciamento gradual e a sensação de se tornar um observador silencioso do próprio futuro.
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Linda Pastan – Em um país do norte

“Em um país do norte”, um poema de Linda Pastan – uma reflexão melancólica sobre a passagem do tempo, a morte e a perda de identidade.
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Linda Pastan – Metrô

“Metrô”, um poema de Linda Pastan que explora as profundezas das memórias e as conexões entre a infância e o presente.