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Mario Quintana – O Tempo
A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa. Quando se vê, já são seis horas! Quando de vê, já é sexta-feira! Quando se vê, já é natal… Quando se vê, já terminou o ano… Quando se vê perdemos o amor da nossa vida. Quando se vê passaram 50 anos! Agora…
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Ch’ang Wu Chien – Poema Chinês do Século VIII

Praguejei contra a chuva Que tamborilando no telhado Não me deixou dormir. Praguejei contra o vento Que destruía todo o jardim. Mas você chegou de surpresa E agradeci à tempestade Que te fez despir A roupa molhada. Agradeci à ventania Por ter soprado, Apagado a vela. via Carlito Azevedo (https://www.facebook.com/profile.php?id=100007266525928)
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Cacaso – Jogos Florais

I Minha terra tem palmeiras onde canta o tico-tico. Enquanto isso o sabiá vive comendo o meu fubá. Ficou moderno o Brasil ficou moderno o milagre: a água já não vira vinho, vira direto vinagre. II Minha terra tem Palmares memória cala-te já. Peço licença poética Belém capital Pará. Bem, meus prezados senhores dado o…
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Armando Freitas Filho – Sibilante

Cego aço doce corte de navalha ou de folha de papel: só sangra bem depois da ação, da posse do sentido e sentimento que o amor concede não isento do ciúme.
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Wislawa Szymborska – Amor à Primeira Vista

Ambos estão certos de que uma paixão súbita os uniu. É bela esta certeza, mas é ainda mais bela a incerteza. Acham que por não terem se encontrado antes nunca havia se passado nada entre eles. Mas e as ruas, escadas, corredores nos quais há muito talvez se tenham cruzado? Queria lhes perguntar, se não…
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Eucanaã Ferraz – Sob a luz feroz do teu rosto

“Sob a luz feroz do teu rosto”, um poema de Eucanaã Ferraz que transforma o amor impossível em metáfora selvagem: amar é desejar o que não pode ser tocado sem risco ou recusa.
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Nelson Santander – Postudo (pós-“Pós-Tudo”, Augusto de Campos e Os Hawaianos)
Postudo, de Nelson Santander, paródia do famoso Pós-Tudo, de Augusto de Campos, atualizada para a pós-pós-modernidade
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Jorge Luis Borges – Labirinto

Não haverá uma porta. Já estás dentro, Mas o alcácer abarca o universo E não tem nem anverso nem reverso Nem muro externo nem secreto centro. Não penses que o rigor do teu caminho Que fatalmente se bifurca em outro, Que fatalmente se bifurca em outro, Terá fim. É de ferro o teu destino Como…
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Francis J. Quirós – Efêmero

Efêmero é algo breve, de curta duração. Efêmera é a tua história na história da humanidade. A humanidade é efêmera. Tudo o que é material é efêmero. Também o imaterial: um olhar, um gesto, uma saudação, um beijo, um orgasmo. As coisas que são e as que não são mais, mas que foram um dia:…