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Carlos Drummond de Andrade – Destruição

“Destruição”, um poema de Carlos Drummond de Andrade que desnuda o amor como força devoradora, capaz de anular os amantes e deixar apenas a ferida persistente do que foi vivido.
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Marie Howe – Separação

“Separação”, um poema de Marie Howe em que o encontro fortuito com um passado íntimo num espaço público revela a estranha geometria do que resta após o amor – corpos que antes se conheciam e agora habitam universos paralelos.
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Robinson Jeffers – The Inhumanist (Parte II de “The Double Axe”) (excerto)

Chegará um tempo, sem dúvida,Em que também o sol morrerá; os planetas congelarãoe o ar sobre eles; gases congelados, com flocos de arSerão a poeira: que nenhum vento jamais bulirá:essa poeira mesma a cintilar à luz baixa dos astrosÉ o vento morto, o corpo branco do vento. Também a galáxia morrerá; o brilho da Via…
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Dorianne Laux – Ray aos 14

“Ray aos 14”, um poema de Dorianne Laux sobre a memória nostálgica e delicada de um vínculo entre irmãos, onde a presença do passado ecoa no presente, trazendo à tona o poder de pequenas lembranças que resistem ao tempo.
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Sophia de Mello Breyner Andresen – Traduzido de Kleist

Dizem que no outro mundo o sol é mais brilhanteE brilha sobre campos mais floridosMas os olhos que vêem essas maravilhasSão olhos apodrecidos REPUBLICAÇÃO: poema originalmente publicado na página em 17/02/2016
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Julia Hartwig – Tateando o caminho

“Tateando o caminho”, de Julia Hartwig: uma meditação sobre a beleza daquilo que não foi finalizado, que permanece em aberto e não totalmente revelado.
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Ferreira Gullar – Voltas Para Casa

Depois de um dia inteiro de trabalhovoltas para casa, cansado.Já é noite em teu bairro e as mocinhasde calças compridas desceram para a portaapós o jantar.Os namorados vão ao cinema.As empregadas surgem das entradas de serviço.Caminhas na calçada escura.Consumiste o dia numa sala fechada,lidando com papéis e números.Telefonaste, escreveste,irritações e simpatias surgiram e desapareceramno fluir…
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Nuno Júdice – Amor

“Amor”, um poema de Nuno Júdice sobre a fragilidade da linguagem ao tentar capturar a profundidade das experiências amorosas, revelando o abismo entre o que é vivido e o que é dito.
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Konstantinos Kaváfis – Míris: Alexandria, 340 d. c.

Quando eu soube da tragédia, que Míris estava morto,fui até sua casa, embora eviteentrar nas casas dos cristãos,principalmente em épocas de luto ou de festividades. Fiquei no corredor. Não quisavançar mais para dentro, porque percebique os parentes do morto me olhavamcom evidente surpresa e desagrado. Tinham-no colocado num cômodo amplodo qual, do ponto onde permaneci,eu…
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Robert Bly – O velho cego

“O velho cego”, um poema de Robert Bly em que questionamentos sobre a vida, a natureza e a inevitabilidade da morte se entrelaçam em uma reflexão melancólica e poética, revelando a fragilidade da compreensão humana diante dos mistérios do existir.