Categoria: Poema
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Neil Gaiman – A Escuridão Está à Espera

a chama vermelha bruxuleante no muro da caverna pintada de ocre, corante, carvão vegetal fazendo o alce se mover, fazendo o mastodonte respirar fazendo o caçador correr e matar. veja como procuram apaziguar e entender o mundo acima isso eles sabem isso eles entendem há escuridão por toda a parte lá fora o escuro está…
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Angela Melim – Meu pai nos abandonou

Meu pai nos abandonou. Minha mãe casou e mudou. Vovó morreu. Os irmãos sumiram no mundo ou submundo. Sem explicação Yvonne nunca mais falou comigo e, para Ronaldo, sou fantasma do passado. Vejo meus filhos já voando. Nem um pássaro na mão. in http://asescolhasafectivas.blogspot.com.br/2007/12/angela-melim-mencionada-por-laura-erber.html
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Luiz Olavo Fontes – Meu Amor de Soslaio

Faz tanto calor no Rio de Janeiro que é bom sentir essa neve partir de seu olhar in http://antoniocicero.blogspot.com.br/2008/07/luiz-olavo-fontes-meu-amor-de-soslaio.html
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Emily Dickinson – Dizem que “O Tempo Consola”

Dizem que “O Tempo consola” — Mas não — na realidade, A vera dor, como um Tendão, Se fortalece, com a idade — O Tempo testa a Tristeza — Porém não a remedia — Se cura o Mal, prova apenas Que Mal deveras não havia — Trad.: Paulo Henriques Britto They say that “Time assuages”…
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Samuel Taylor Coleridge – Kubla Khan

Em Xanadu, um palácio de prazer Comanda-o Kubla Khan como um farol Onde Alph, rio sagrado, vem correr Através de cavernas sem mais ver Ao ser humano até um mar sem sol. Assim, milhas e milhas de bom solo, Cerca de muro e torres polo a polo: E lá jardins luzentes em ribeiros Curvos e…
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Paulo Henriques Britto – Geração Paissandu

Vim, como todo mundo do quarto escuro da infância, mundo de coisas e ânsias indecifráveis, de só desejo e repulsa. Cresci com a pressa de sempre. Fui jovem, com a sede de todos, em tempo de seco fascismo. Por isso não tive pátria, só discos. Amei, como todos pensam. Troquei carícias cegas nos cinemas, li…
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Alberto da Cunha Melo – Lendo Emile Zola

O sol esgota os objetos: não me deixa dizer mais nada. Transforma em plantas os fantasmas que ontem dançavam no quintal. Mostra a burra realidade das coisas, o preço dos sonhos; água laminada levando, em ondas, o último mistério. Tudo foi dito da maneira mais cruel: um micro de sol escreveu em poucos segundos todos…
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Guillaume Apollinaire – A Ponte Mirabeau

Na Ponte Mirabeau, desliza o Sena E nossos amores E a memória acena: Alegria vem sempre após a pena Vem a noite, soa a hora Os dias vão, eu me demoro As mãos nas mãos, fiquemos face a face Enquanto abaixo Pela ponte dos nossos braços, passa. De olhar eterno a onda tão lassa. Vem…
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José Ángel Buesa – Ela Amará a Outro Homem

“Ela amará a outro homem”, poema de José Ángel Buesa Ela amará a outro homem. Eu estarei longe, caminhando para o olvido. E pode ocorrer que alguém lembre meu nome, mas ela fingirá não tê-lo ouvido. (…)
