Petrarca – Soneto XXXII

Quanto mais perto estou do dia extremo
Que o sofrimento humano torna breve,
Mais vejo o tempo andar veloz e leve
E o que dele esperar falaz e menos.

E a mim me digo: Pouco ainda andaremos
De amor falando, até que como neve
Se dissolva este encargo que a alma teve,
Duro e pesado, e a paz então veremos:

Pois que nele cairá essa esperança
Que nos fez delirar tão longamente
E o riso, e o pranto, e o medo, e também a ira;

E veremos o quão freqüentemente
Por coisas dúbias o ânimo se cansa
E que não raro é em vão que se suspira.

Trad.: Renato Suttana

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