Mês: fevereiro 2022
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Giuseppe Ungaretti – De uma Estrela à Outra

Daquela estrela à outraA noite se encarceraEm turbinosa vazia desmesura, Daquela solidão de estrelaÀquela solidão de estrela Trad: Haroldo de Campos REPUBLICAÇÃO. Poema publicado no blog originalmente em 17/02/2016 Da quella stella all’altra Da quella stella all’altraSi carcera la notteIn turbinante vuota dismisura, Da quella solitudine di stellaA quella solitudine di stella.
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Ted Kooser – Voo noturno

Sobre nós, estrelas. Sob nós, constelações.A cinco bilhões de milhas de distância, uma galáxia morrecomo um floco de neve desfazendo-se na água. Abaixo de nós,algum fazendeiro, sentindo o calafrio dessa morte distante,acende suas luzes de quintal, deslocando seu celeiro e galpãode volta para o pequeno sistema sob seus cuidados.Por toda a noite, as cidades, como…
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Salvatore Quasimodo – E de repente é noite

Cada um está só no coração da terratraspassado por um raio de sol:e de repente é noite. Trad.: Geraldo Holanda Cavalcanti REPUBLICAÇÃO. Poema publicado no blog originalmente em 17/02/2016. Ed è subito sera Ognuno sta solo sul cuor della terratrafitto da un raggio di sole:ed è subito sera
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Juan Vicente Piqueras – Sai de ti

Sai de Ti(ou coleção de imperativos primavera-verão para o outono de teu desconcerto) Não fujas do que sentes. Não te escondasno que dizes. Não digas mentiras.Sê tua voz. Faz. Trabalha. Não te queixes.Não sofras por medo de sofrer mais.Não mendigues jamais o que mereces.Por exemplo, o amor. Fá-lo e o terás.Funda no fogo firme de…
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Friedrich Hölderlin – Outrora e Agora

De manhã era feliz, quando jovem,E à noite chorava; já hoje, mais velho,Começo meu dia em dúvida, porémSeu fim é para mim sagrado e sereno. Trad.: Antonio Cicero Ehmals und jetzt In jüngern Tagen war ich des Morgens froh,Des Abends weint’ich; jetzt, da ich älter bin,Beginn ich zweifelnd meinen Tag, dochHeilig und heiter ist mir…
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Ana Luísa Amaral – Silogismos

“Silogismos”, um poema de Ana Luísa Amaral que confronta a inocência da infância com o abismo do tempo, revelando a ternura e o limite das palavras diante do infinito.
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Linda Pastan – Considere o espaço entre as estrelas

Considere o espaço brancoentre as palavras em uma página, não sóas margens ao redor delas.Ou o espaço entre pensamentos:instantes em que a mente está inventandoexatamente o que pensae a boca esperapara ser preenchida com linguagem.Considere o espaçoentre os amantes após uma discussão,o lençol branco uma fria metáforaentre eles.Agora imagine o breve espaçoantes que a morte…