Tag: Elegia
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Eugénio de Andrade – Elegia

Às vezes era bom que tu viesses. Falavas de tudo com modos naturais: em ti havia a harmonia dos frutos e dos animais. Maio trouxe cravos como outrora, cravos morenos, como tu dizias, mas cada hora passa e não se demora na tristeza das nossas alegrias. Ainda sabemos cantar, só a nossa voz é que…
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John Donne – Em despedida: proibindo o pranto

Republicação: “Em despedida: proibindo o pranto”, poema de John Donne, em tradução de Augusto de Campos
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Théodore Fraenckel – Elegia

X. não compreendeu ainda como lhe resta pouco tempo de vida. Outrora, os grandes lagos eram a esperança querida de um abrigo. Da infância, o que nos resta é esta visão acadêmica quando, suave, no tom do quadro, leve se sente o esboroar do espírito… Contudo, a vida nem sempre é uma constante aventura. Por…
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William Ernest Henley – Invictus

No meio da noite que me abraça, Negra como um Poço em sua inteireza, Agradeço a cada Deus pela graça De minha invencível natureza. Nas terríveis garras das circunstâncias Não recuei nem alteei meu pranto. Debaixo dos golpes das contingências Minha fronte sangra – altiva, no entanto. Além deste lugar de desenganos, Somente o Horror…
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Jaime Sabines – Algo sobre a Morte do Major Sabines

Primeira Parte I Deixa-me repousar, relaxar os músculos do coração e colocar a alma para dormir para poder falar, para poder recordar estes dias, os mais longos dos tempos. Mal convalescemos da angústia e estamos fracos, assustados, despertando duas ou três vezes do nosso escasso sonho para ver-te na noite e saber que respiras. Precisamos…
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Joaquín Benito de Lucas – Elegia

Quando agora retorno à minha cidade, não posso conter a emoção de saber que não me esperam. Não me espera meu pai, que desceu rio abaixo muito lentamente entre os juncos, sob pontes de névoa. Não me espera meu irmão, que me esperava sempre ao lado de um balcão qualquer, em uma rua qualquer brindando…
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Mário Dionísio – Elegia ao Companheiro Morto

Meu companheiro morreu às cinco da manhã Foi de noite ao fim da noite às cinco em ponto da manhã Ah antes fosse noite noite apenas noite sem a promessa da manhã Ah antes fosse noite noite noite apenas noite e não houvesse em tudo a promessa da manhã Deitado para sempre às cinco da…
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Joaquim Cardozo – Canção Elegíaca

Quando os teus olhos fecharem Para o esplendor deste mundo, Num chão de cinza e fadigas Hei de ficar de joelhos; Quando os teus olhos fecharem Hão de murchar as espigas, Hão de cegar os espelhos. Quando os teus olhos fecharem E as tuas mãos repousarem No peito frio e deserto, Hão de morrer as…
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Domingos Carvalho da Silva – Elegia para os Suicidas do Viaduto

Eles já estavam mortos no ventre materno. Para eles o deflagrar da aurora era já um túmulo. Fugiam para a morte presos, embora, à corda umbilical. Rondava a lua estéril entre ciprestes E a terra de cardos e açucenas era a alegria, o trigo, a lepra, a tempestade. Já estavam mortos quando nasceram acorrentados ao…
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John Donne – Elegia: indo para o leito

Vem, Dama, vem, que eu desafio a paz; Até que eu lute, em luta o corpo jaz. Como o inimigo diante do inimigo, Canso-me de esperar se nunca brigo. Solta esse cinto sideral que vela, Céu cintilante, uma área ainda mais bela. Desata esse corpete constelado, Feito para deter o olhar ousado. Entrega-te ao torpor…