Categoria: Giuseppe Ungaretti
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Giuseppe Ungaretti – Vaidade

De repente se eleva sobre os escombros a límpida maravilha da imensidão. E o homem curvado sobre a água surpreendida pelo sol se descobre uma sombra Embalada pouco a pouco desfeita Trad : Geraldo Holanda Cavalcanti Vanità D’improvviso è alto sulle macerie il limpido stupore dell’immensità E l’uomo curvato sull’acqua sorpresa dal sole si rinviene…
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Giuseppe Ungaretti – Vigília

Cima Quatro, 23 de Dezembro de 1915 Toda uma noite em claro caído ao lado de um companheiro massacrado com sua boca arreganhada exposta à lua cheia com o hematoma de suas mãos cravado em meu silêncio escrevi cartas cheias de amor Não tinha nunca estado tão aferrado à vida Trad.: Nelson Ascher
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Giuseppe Ungaretti – Não gritem mais

Parem de matar os mortos, Não gritem mais, não gritem Se ouvir ainda os quiserem, Se imperecer ainda esperam. Eles, sussurro imperceptível, Não fazem mais ruído Que o mato quando cresce, Alegre, onde homem não passa. Trad.: Aurora Bernardini
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Giuseppe Ungaretti – Peso

Mariano, 29 de junho de 1916 Aquele camponês se fia na medalha de Santo Antonio e segue tranquilo Mas bem só e bem nua sem qualquer miragem carrego minha alma Trad.: Geraldo Holanda Cavalcanti
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Giuseppe Ungaretti – Natal

Natal Não tenho vontade de mergulhar-me em um novelo de estradas Carrego tanto cansaço sobre os ombros Deixai-me assim como uma coisa colocada em um canto e esquecida Aqui não se sente outra presença que o calor bom Estou com as quatro cabriolas de fumaça da lareira. Trad.: Luigi Lucchesi
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Giuseppe Ungaretti – Natal

Não me apetece mergulhar em um novelo de estradas Carrego tanto cansaço sobre os ombros Deixe-me assim como uma coisa pousada em um canto e abandonada Aqui não se sente senão o bom calor Estou com as quatro cabriolas de fumo da lareira
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Giuseppe Ungaretti – Eterno

Entre uma flor colhida e o dom de outra o nada inexprimível Trad.: Haroldo de Campos Eterno Tra un fiore colto e l’ altro donato l’ inesprimibile nulla.
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Giuseppe Ungaretti – De uma Estrela à Outra

Daquela estrela à outra A noite se encarcera Em turbinosa vazia desmesura, Daquela solidão de estrela Àquela solidão de estrela Trad: Haroldo de Campos
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Giuseppe Ungaretti – San Martino del Carso

Valloncello dell’Albero Isolato, 27 de agosto de 1916 Destas casas nada sobrou senão alguns pedaços de muro De quantos me foram próximos nada sobrou nem tanto No coração porém nenhuma cruz me falta É o meu coração a região mais destroçada Trad.: Geraldo Holanda Cavalcanti Giuseppe Ungaretti – San Martino Del Carso Valloncello dell’Albero Isolato…