Mês: outubro 2020
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Eugénio de Andrade – Elegia

Às vezes era bom que tu viesses. Falavas de tudo com modos naturais: em ti havia a harmonia dos frutos e dos animais. Maio trouxe cravos como outrora, cravos morenos, como tu dizias, mas cada hora passa e não se demora na tristeza das nossas alegrias. Ainda sabemos cantar, só a nossa voz é que…
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Robinson Jeffers – A canção da quietude

Bebe, bebe profundamente da quietude, E às margens do mar-imensidãoEsquece de tua aflição, amiúde, E de todas as misérias que virão.Mais calmo e frio do que a neblina,Que se desdobra e se inclinaSobre o vale escuro, e se rebobina, Aprende a ser. O Passado — foi um sonho ardente, Um…
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Ferreira Gullar – Poema sujo

“Poema sujo”, de Ferreira Gullar turvo turvo a turva mão do sopro contra o muro escuro menos menos menos que escuro menos que mole e duro menos que fosso e muro: menos que furo escuro mais que escuro:
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Alberto Pucheu – Poema para a catástrofe do nosso tempo

Leia “Poema para a catástrofe do nosso tempo,” de Alberto Pucheu, uma poderosa reflexão poética sobre a tragédia bolsonarista, memória, democracia, pandemia, violência política e resistência coletiva.
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Germana Zanettini – Centésimo trigésimo nono

Centésimo trigésimo nono, um poema de Germana Zanettini
