Categoria: Poema
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Susan Mitchell – Os mortos

À noite, os mortos descem até o rio para beber.Livram-se dos medos, de suas preocupaçõesconosco. Retiram as velhas fotografias.Tocam de leve as linhas de nossas mãos e leem nosso futuro,rachados e amarelados.Alguns mortos encontram o caminho até nossas casas.Sobem aos sótãos.Leem as cartas que nos enviaram, insaciáveispor sinais de seu amor.Contam histórias uns aos outros.Fazem…
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Dorianne Laux – A vida das árvores

“A Vida das Árvores”, um poema de Dorianne Laux que explora, com delicadeza e profundidade, a quieta sabedoria e a resistência silenciosa das árvores frente aos desafios do mundo natural.
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Dana Gioia – Obrigado por se lembrar de nós

As flores enviadas para cá por engano,assinadas com um nome que ninguém conhece,estão murchando. O que faremos?Nossa vizinha diz que não são para ela,e ninguém está perto de fazer aniversário.Deveríamos agradecer a alguém pelo equívoco.Será que um de nós está tendo um caso?A princípio rimos, depois nos perguntamos. A íris foi a primeira a morrer,envolta…
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A. R. Ammons – Mundo

“Mundo”, de A. R. Ammons: uma meditação sobre a fragilidade e a resiliência da vida em um ambiente microcósmico e sua interconexão com outros ecossistemas.
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Ernesto Pérez Vallejo – Com vista para dentro

Não sou o melhor homem que já conheceste,nem metade tão bom quanto os que ainda te restam explorar,nem sequer tenho estudos, e minha vozfalha diante de qualquer um que me olhe nos olhos.Minha tristeza se acentua aos domingos,mas na verdade é meu estado mais habitual.Às vezes sofro de ansiedade,também de raiva;tenho vinte segundos complicados nos…
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Robinson Jeffers – Ondas de novembro

“Ondas de Novembro”, um poema de Robinson Jeffers que celebra o poder purificador e renovador da natureza, e expressa uma visão da humanidade como uma espécie cujo impacto sobre o planeta é frequentemente negativo.
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Jeffrey Harrison – Nossa outra irmã

Nossa outra irmã para EllenA coisa mais cruel que fiz à minha irmã mais novanão foi disparar um dardo caseiro em seu joelho,onde ficou pendurado por um ofegante momentoantes de cair, mas dizer que tínhamosoutra irmã, mais velha, que havia ido embora.Não consigo lembrar meus motivos: um capricho,ou seria alguma necessidade minha de brincar com…
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Louise Bogan – Noite

“Noite”, um poema de Louise Bogan que explora a vastidão e o mistério das forças naturais, evocando imagens de paisagens remotas e reflexões profundas sobre o que se move silenciosamente além da percepção humana.
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Doug Dorph – Planeta esquecido

Peço à minha filha que diga os nomes dos planetas.“Vênus… Marte… e Plunis!”, ela responde.Quando eu tinha seis ou sete anos, meu paime acordou no meio da noite.Descemos até o playground e deitamosde costas no concreto, olhando para cimaà espera da chuva de meteoros anunciada na TV. Não me lembro de nenhum meteoro. Lembrode minhas…
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Konstantinos Kaváfis – Vozes

Vozes queridas, vozes ideaisdaqueles que morreram ou daqueles que estãoperdidos para nós, como se mortos. Eles nos falam em sonho, algumas vezes;outras vezes, em pensamento as escutamos. E, quando soam, por um instante eis que retornamos sons da poesia primeva em nossa vida,qual música distante que se perde noite afora. Trad.: José Paulo Paes REPUBLICAÇÃO:…