Categoria: Konstantinos Kaváfis
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Konstantinos Kaváfis – Velas

Os dias futuros se erguem diante de nóscomo uma fileira de velas acesas –douradas, vivazes, cálidas velas. Os dias do passado ficaram tão para trás,fúnebre fileira consumidaonde as mais próximas ainda fumam,velas frias, retorcidas e desfeitas. Não quero vê-las; seu aspecto me aflige,me aflige recordar sua luz primeira.Vejo diante de mim as velas acesas. Não…
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Konstantinos Kaváfis – Troianos

Nossos esforços – nós, desventurados – são,nossos esforços, como os dos troianos.Algum êxito obtido, alguma empresaassumida, e eis que começamosa encher-nos de esperanças, de coragem. Algo surge, porém, que nos irá deter.Emerge Aquiles da trincheira à nossa frentee com seus gritos de assustar põe-nos em fuga. Nossos esforços são os dos troianos.Cremos que, com audácia…
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Konstantinos Kaváfis – À Espera dos Bárbaros

O que esperamos na ágora reunidos? É que os bárbaros chegam hoje. Por que tanta apatia no senado?Os senadores não legislam mais? É que os bárbaros chegam hoje.Que leis hão de fazer os senadores?Os bárbaros que chegam as farão. Por que o imperador se ergueu tão cedoe de coroa solene se assentouem seu trono, à…
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Konstantinos Kaváfis – Ítaca (em três traduções)

ÍTACA(Trad. José Paulo Paes) Se partires um dia rumo a Ítaca,faz votos de que o caminho seja longo,repleto de aventuras, repleto de saber.Nem Lestrigões nem os Ciclopesnem o colérico Posídon te intimidem;eles no teu caminho jamais encontrarásse altivo for teu pensamento, se sutilemoção teu corpo e teu espírito tocar.Nem Lestrigões nem os Ciclopesnem o bravio…
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Konstantinos Kaváfis – Um velho

No meio do café ruidoso, sem ninguém, por companhia, está sentado um velho. Tem à frente um jornal e se inclina sobre a mesa. Imerso na velhice aviltada e sombria, pensa quão pouco desfrutou as alegrias dos anos de vigor, eloqüência, beleza. Sabe que envelheceu bastante. Vê, conhece. No entanto, o seu tempo de moço…
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Konstantinos Kaváfis – Vozes

Vozes queridas, vozes ideais daqueles que morreram ou daqueles que estão perdidos para nós, como se mortos. Eles nos falam em sonho, algumas vezes; outras vezes, em pensamento as escutamos. E, quando soam, por um instante eis que retornam os sons da poesia primeva em nossa vida, qual música distante que se perde noite afora.…
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Konstantinos Kaváfis – Lembra, corpo…

Lembra, corpo, não só o quanto foste amado,não só os leitos onde repousaste,mas também os desejos que brilharampor ti em outros olhos, claramente,e que tornaram a voz trêmula – e que algumobstáculo casual fez malograr.Agora que isso tudo perdeu-se no passado,é quase como se a tais desejoste entregaras – e como brilhavam,lembra, nos olhos que…
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Konstantinos Kaváfis – Velas

Os dias futuros se erguem diante de nós como uma fileira de velas acesas – douradas, vivazes, cálidas velas. Os dias do passado ficaram tão para trás, fúnebre fileira consumida onde as mais próximas ainda fumam, velas frias, retorcidas e desfeitas. Não quero vê-las; seu aspecto me aflige, me aflige recordar sua luz primeira. Vejo…
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Konstantinos Kaváfis – Coisas Ocultas

De tudo quanto fiz e quanto disse, não procurem saber quem eu era. Um obstáculo havia e transformou os meus atos e o meu modo de viver. Um obstáculo havia e me deteve cada vez em que eu ia falar. Os mais despercebidos dos meus atos, e, de meus escritos, os mais dissimulados – só…
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Konstantinos Kaváfis – A Origem

“A Origem”, um poema de Konstantinos Kaváfis que revela como o instante clandestino do desejo se transmuta, no tempo, em matéria secreta da poesia.