Categoria: Poema
-
Ben Rhys Palmer – Eden, o robô jardineiro

“Eden, o robô jardineiro”, um poema de Ben Rhys Palmer que explora a delicada fronteira entre programação e autonomia, revelando, através do olhar mecânico de um robô, a beleza inesperada da transformação e a melancolia da imperfeição na natureza.
-
Andrew Marvell – To His Coy Mistress, em 5 traduções

PARA SUA DAMA RECATADAtrad. Matheus “Mavericco” Houvesse tempo e espaço e então de fatoNão seria um delito este recato.Sentados, nós iríamos pensarEm só pensar no outro, e assim passar.Você, do lado indígena do Ganges,Achando rubis, e eu, pois me confrangeA dor, junto ao Humber. Décadas antesDo Dilúvio eu te juro amor, e, instantesDepois, se quiser,…
-
Manuel Bandeira – O Rio

Ser como o rio que defluiSilencioso dentro da noite.Não temer as trevas da noite.Se há estrelas nos céus, refleti-las.E se os céus se pejam de nuvens,Como o rio as nuvens são água,Refleti-las também sem mágoaNas profundidades tranquilas. REPUBLICAÇÃO: poema originalmente publicado na página em 01/03/2016
-
Tony Connor – Na Alameda dos Carvalhos

“Na Alameda dos Carvalhos”, um poema de Tony Connor sobre a solidão implacável da velhice, onde o passado e o presente se entrelaçam em noites silenciosas, permeadas por lembranças de dor, perda e um mundo que segue indiferente.
-
Jules Laforgue – Mediocridade

No infinito coberto de eternas belezas,Como átomo perdido, incerto, solitário,Um planeta chamado Terra, dias contados,Voa com os seus vermes sobre as profundezas. Filhos sem cor, febris, ao jugo do trabalho,Marchando, indiferentes ao grande mistério,E quando um dos seus é enterrado, já sérios,Saúdam-no. Do torpor não são arrancados. Viver, morrer, sem desconfiar da históriaDo globo, sua…
-
Mary Ruefle – Meu amigo moribundo

“Meu Amigo Moribundo”, um poema de Mary Ruefle sobre a delicada fronteira entre início e fim, identidade e anonimato, revelando uma perspectiva melancólica e inesperada sobre o ciclo da vida.
-
Francis Ledwidge – A um pardal

“A um pardal”, um poema de Francis Ledwidge em que o autor encontra beleza e dignidade na simplicidade despretensiosa de uma das aves mais comuns de nossas cidades.
-
William Shakespeare – do Macbeth (excerto)

Amanhãamanhã amanhã amanhãRasteja em passo parco dia a diaAté a última sílaba do Tempo.E os ontens, todos, só nos alumiamO fim no pó. Apaga, apaga, velaBreve!A vida é só uma sombra movel. Pobre atorQue freme e treme o seu papel no palcoE logo sai de cena. Um conto tontoDito por um idiota – som e fúria,…
-
Edward Thomas – Foi-se embora, uma vez mais

“Foi-se embora, uma vez mais”, um poema de Edward Thomas que reflete sobre a inexorável passagem do tempo e memórias de juventude, tendo como pano de fundo uma antiga casa abandonada que, como o próprio narrador, carrega as marcas silenciosas de dias que não voltam mais.
