Categoria: Poema
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Arnaldo Antunes – Acaba Acontecendo

o que você mais teme acaba acontecendo o que você mais quer acaba acontecendo o que ninguém espera acaba acontecendo o que ninguém consegue mais conter acaba de acontecer
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Alfred Tennyson – Ulysses

De nada serve a um rei ficar inerte, No lar quieto, em meio à rocha infértil, Unido a esposa idosa, eu doo e imponho Iníquas leis a um bando de selvagens Que soma, e dorme, e engorda, e não me vê. Estou inquieto: Sorverei da vida A última gota: Sempre gozei muito, Sofri muito, com…
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Bei Dao – Resposta

A degradação é o passaporte do vilão, A nobreza é epitáfio do nobre. Olhe: como o céu dourado é inundado do reflexo das sombras torcidas dos mortos. Passada a época do gelo, Por que ainda há gelo em toda a parte? Já foi descoberto O Cabo da Boa Esperança, por que mil velas ainda competem…
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Óssip Mandelstam – Pedra (excerto)

Não posso tocar, no escuro,Teu vulto vago e sombrio.“Senhor!”, por erro, murmuro,Alheio ao que balbucio. De mim, tal uma ave enorme,O nome de Deus se evola.À frente, um abismo informe,Atrás, vazia, a gaiola. Trad.: Augusto de Campos
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Jorge Luis Borges – Everness

Só uma coisa há. É o esquecimento. Deus, que salva o metal, salva a escória E cifra na sua profética memória as luas que serão e que hão sido. Já tudo está. Os mil reflexos, Que entre os dois crepúsculos do dia Teu rosto foi deixando nos espelhos e os que irá deixando ainda. E…
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Jorge Luis Borges – Cosmogonia

Nem treva nem caos. A treva Requer olhos que vêem, como o som. E o silêncio requer o ouvido, O espelho, a forma que o povoa. Nem o espaço nem o tempo. Nem sequer Uma divindade que premedita O silêncio anterior à primeira Noite do tempo, que será infinita. O grande rio de Heráclito o…
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Cassiano Ricardo – As Andorinhas de Antonio Nobre

—Nos —fios —ten sos —da —pauta —de me- tal —as — an/ do/ ri/ nhas —gri- tam —por —fal/ ta/ —de u- ma —cl’a- ve —de —sol
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Algernon Charles Swinburne – Uma Despedida

Leia “Uma Despedida”, de Algernon Charles Swinburne, um poema lírico sobre amor não correspondido, despedida e a beleza melancólica da renúncia.