Mês: dezembro 2018
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Inês Lourenço – Sala Provisória

Nunca se sabe quando estamos num lugar pela última vez. Numa casa que vai ser demolida, numa sala provisória que vai encerrar, num velho café que mudará de ramo, como página virada jamais reaberta, como canção demasiado gasta, como abraço tornado irrepetível, numa porta a que não voltaremos.
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Francisco Brines – Sitiado pela Divindade

Hoje voltas-te para o mar, com o corpo nu como na juventude, e todo o peso de ouro caindo sobre as costas como um interminável falcão que, azul, plana ao largo e pousa no braço, sem emitir sons, e respira. Descubro, com sereno assombro, minha existência, e o mundo então existe – o mar, que…