James Kirkup – Ursa Maior

Suspensa entre os álamos domesticados no fim
da avenida familiar, a Ursa
Maior, em sua rede iluminada, balança,
como um portão abandonado que nem barra nem convida para entrar,
e pendura no poste arqueado sua silhueta de sete pontas.

Desenhada com a precisão de um problema desconhecido
solucionado na sala de aula mais alta do céu vazio,
ela revela sobre o quadro negro escuro da finitude
incomensurável da noite o ponto focal de luz.
Pois embora as agulhas pareçam indicar o polo,
cada estrela olha através de nós para o espaço sideral
de onde o sol que queima atrás e além de nós
anima imediatamente cada estéril face cristalina
com brilho devastado, sobre o qual nossos olhos
devem debruçar-se no tempo para captar, e morrer ao vê-lo.

Trad.: Nelson Santander

Ursa Major

Slung between the homely poplars at the end
of the familiar avenue, the Great
Bear in its lighted hammock swings,
like a neglected gate that neither bars admission nor invites,
hangs on the sagging pole its seven-pointed shape.

Drawn with the precision of an unknown problem
solved in the topmost classroom of the empty sky,
it demonstrates upon the inky blackboard of the night’s
immeasurable finity the focal point of light.
For though the pointers seem to indicate the pole,
each star looks through us into outer space
from where the sun that burns behind and past us
animates immediately each barren, crystal face
with ravaged brilliance, that our eyes
must lean out into time to catch, and die in seeing.

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