António Barahona – Memórias

Da minha vida, os anos que passaram
não os quero de volta: só agora
me basta pra viver, a toda a hora,
os momentos que em mim se eternizaram.

Caminho pesaroso, entre destroços
de lutas amorosas, sem ter tréguas.
Vão às cegas, meus passos pelas trevas
de sombras movediças feitas de ossos.

Lembro os que já se foram de viagem,
Levando-me por essa morte fora,
até ao fim da noite cor de aurora,
porque é lúcida a luz dos que morrem.

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