Joan Margarit – Coisas em comum

Ter-nos conhecido
em um outono num trem que ia vazio;
A radiante, embora cruel,
promessa do desejo.
A cicatriz da melancolia
e o velho afeto com o qual compreendemos
os motivos do lobo.
A lua que acompanha o trem noturno
Barcelona-Paris.
Uma faca de luz para os crimes
que por amor devemos cometer.
Nossa maldita e inocente sorte.
A voz do mar, que sempre te dirá
onde estou, porque é nosso confidente.
Os poemas, que são cartas anônimas
escritas de onde não imaginas
à mesma menina que em um outono
conheci naquele trem que ia vazio.

Trad.: Nelson Santander
Cosas en Común 

Habernos conocido
un otoño en un tren que iba vacío;
La radiante, aunque cruel
promesa del deseo.
La cicatriz de la melancolía
y el viejo afecto con el que entendemos
los motivos del lobo.
La luna que acompaña al tren nocturno
Barcelona-París.
Un cuchillo de luz para los crímenes
que por amor debemos cometer.
Nuestra maldita e inocente suerte.
La voz del mar, que siempre te dirá
dónde estoy, porque es nuestro confidente.
Los poemas, que son cartas anónimas
escritas desde donde no imaginas
a la misma muchacha que un otoño
conocí en aquel tren que iba vacío.

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