Joan Margarit – Canção de ninar

Dorme, Joana.
E que este «Loverman» — sombrio e trágico
do sax do teu irmão em Montjuïc —
possa acompanhar-te
por toda a eternidade pelos caminhos
que só a música conhece.
Dorme, Joana, dorme.
E, se possível, não te esqueças
de teus anos no ninho
que dentro de nós tu deixaste.
Envelhecer será também reter
as cores que um dia brilharam em teus olhos.
Dorme, Joana. Esta é a nossa casa,
e a tudo ilumina o teu sorriso.
És um silêncio acolhedor onde agora esperamos
abaular as pedras da dor
para que aquilo que foste seja música,
a música que preenche o nosso inverno.

Trad.: Nelson Santander

CANCIÓN DE CUNA

Duerme, Joana.
Y que este «Loverman» —oscuro y trágico
del saxo de tu hermano en Montjuïc—
te pueda acompañar
toda la eternidad por los caminos
que tan sólo la música conoce.
Duerme, Joana, duerme.
Y a poder ser no olvides
tus años en el nido
que dentro de nosotros has dejado.
Envejecer será también guardar
los colores que un día brillaron en tus ojos.
Duerme, Joana. Ésta es nuestra casa,
y todo lo ilumina tu sonrisa.
Es un silencio amable donde ahora esperamos
redondear las piedras del dolor
para que cuanto fuiste sea música,
la música que llene nuestro invierno.

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