Joan Margarit – Metrô Fontana

Começava a noite nas estreitas
ruas de Gràcia, todas com as luzes
de natal mesclando-se à multidão.
Dos bares repletos nos chegavam
as vozes altas e alegres dos rapazes e das moças.
Cercavam-nos sorridentes os casacos,
os faróis e flashes de luz do comércio,
os casais fugazes em suas motos
com os rostos ocultos pelo capacete.
Via Joana por toda parte:
surgia por toda parte o olhar
do corpo deformado
no qual aprendi o que era a beleza.
Espelhos da noite refletiam
o seu sorriso, o mesmo que se espalhou
por trinta anos em torno de nós.
E perguntei: O que fazes aqui, Joana?
E seu eco respondeu: afasto-me
para romper-vos outra vez a vida.

Trad.: Nelson Santander

METRO FONTANA

Comenzaba la noche en las estrechas
calles de Gracia, todas con las luces
de Navidad mezclándose al gentío.
De los bares repletos nos llegaban
altas y alegres voces de los chicos y chicas.
Nos cercaban sonrientes los abrigos,
farolas y destellos de luz de los comercios,
las fugaces parejas en las motos
con los rostros ocultos por el casco.
Veía en todas partes a Joana:
surgía en todas partes la mirada
del cuerpo contrahecho
donde aprendí qué era la belleza.
Espejos de la noche reflejaban
su sonrisa, la misma que extendió
treinta años en torno de nosotros.
Y pregunté: ¿Qué haces aquí, Joana?
Y su eco contestó: Me alejo
para romperos otra vez la vida.

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