Joan Margarit – Amanhecer em Cádiz

Em frente ao hotel, o mar enevoado.
As longas linhas da espuma cinza
desenham uma barreira de recife
diante da balaustrada da praia.
Ouvi teu nome pronunciado na língua
do mar. E ele diz que estás partindo.

Repetem-no as negras, solitárias cegonhas
que em silêncio planam sobre a água.
Nunca saberei o que sabes tu de mim,
ou em que verdade estivemos juntos,
ou se nela estaremos para sempre.
Não pode ser uma dor ruim
se é uma dor que vem de ti
por este mar turvo. Dezembro:
o último dezembro juntos.
Depois, buscar em mim tua voz perdida.

Trad.: Nelson Santander

EL ALBA EN CÁDIZ

Delante del hotel, el mar brumoso.
Las largas líneas de la espuma gris
dibujan una barra de arrecife
ante la balaustrada de la playa.
He oído tu nombre pronunciado
en la lengua del mar. Y dice que te vas.

Lo repiten las negras, solitarias cigüeñas
que en silencio planean sobre el agua.
Nunca sabré qué sabes tú de mí,
ni en qué verdad hemos estado juntos,
ni si en ella estaremos para siempre.
No puede ser un mal dolor
si es un dolor que viene desde ti
por este turbio mar. Diciembre:
el último diciembre juntos.
Después, buscar en mí tu voz perdida.

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