Louise Glück – Abril

O desespero de mais ninguém é como o meu desespero —

Vocês não tem lugar neste jardim
pensando em tais coisas, emitindo
cansativos sinais exteriores; o homem
desmatando intencionalmente uma floresta inteira,
a mulher mancando e se recusando a trocar de roupas
ou lavar os cabelos.

Acham que eu me importo
se vocês falarem um com o outro?
Mas quero que saibam
que eu esperava mais de duas criaturas
a quem foram dadas mentes: se
não para cuidarem realmente um do outro
pelo menos que entendessem
que a dor será repartida
entre vocês, e por toda a sua espécie, para
que eu os conheça, como o azul intenso
marca a scilla selvagem, e o branco
a violeta do bosque.

Trad.: Nelson Santander

April

No one’s despair is like my despair —

You have no place in this garden
thinking such things, producing
the tiresome outward signs; the man
pointedly weeding an entire forest,
the woman limping, refusing to change clothes
or wash her hair.

Do you suppose I care
if you speak to one another?
But I mean you to know
I expected better of two creatures
who were given minds: if not
that you would actually care for each other
at least that you would understand
grief is distributed
between you, among all your kind, for me
to know you, as deep blue
marks the wild scilla, white
the wood violet.

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