Philip Larkin – As Árvores

Philip Larkin – As Árvores

As árvores se põem a enfolhar
Como algo quase expresso. Seus brotos,
Tenros, estão se estendendo, soltos;
Seu verde é uma espécie de pesar.

Renascem, ou é a gente que vem a
Envelhecer? Não, morrem, por certo.
O truque anual de um novo aspecto
Está inscrito nos anéis da lenha.

E cada castelo móvel, no mês
De maio, em fronde espessa, parece
Dizer: esse ano morreu. Comece
Outra vez, outra vez, outra vez.

Trad.: Alípio Correia de Franca Neto

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