Rosanna Warren – Comparação

Como quando seu amigo, excelente esquiador austríaco, na história
que ela sempre nos contava, teve que encarar
seu primeiro salto olímpico de esqui e, da
rampa de largada sobre o desfiladeiro que mergulhava
tão vertiginosamente que sua borda inferior
desaparecia de vista, olhou
para um horizonte de Alpes que nadava e balançava ao seu redor
como barcos de brinquedo em uma banheira, e ele não conseguiu,
apesar de toda sua determinação férrea,
treinamento e coragem,
desaferrar seus dedos da grade do portão de largada, de modo que
seus companheiros de equipe tiveram que se juntar para soltar
suas mãos, dedo por dedo,
a fim de libertá-lo, também

diante da morte minha
mãe agarrou as grades da cama, mas mesmo assim
olhava fixamente para a frente — e
quem foi, finalmente,
que desprendeu
suas mãos?

Trad.: Nelson Santander

Simile

As when her friend the crack Austrian skier, in the story
she often told us, had to face
his first Olympic ski jump and, from
the starting ramp over the chute that plunged
so vertiginously its bottom lip
disappeared from view, gazed
on a horizon of Alps that swam and dandled around him
like toy boats in a bathtub, and he could not
for all his iron determination,
training, and courage
ungrip his fingers from the railings of the starting gate, so that
his teammates had to join in prying
up, finger by finger, his hands
to free him, so

facing death, my
mother gripped the bed rails but still
stared straight ahead—and
who was it, finally,
who loosened
her hands?

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