Não, não era ainda a era da passagem
do nada ao nada, e do nada ao seu restante.
Viver era tanger o instante, era linguagem
de se inventar o visível, e era bastante.
Falar é tatear o nome do que se afasta.
Além da terra, há só o sonho de perdê-la.
Além do céu, o mesmo céu, que se alastra
num arquipélago de escuro e de estrela.
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![Antonio Carlos Secchin – [Não, não era ainda a era da passagem]](https://singularidadepoetica.art/wp-content/uploads/2021/01/jeremy-thomas-e0ahdsenmdg-unsplash-scaled-1.jpg)
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