Wendell Berry – O desejo de ser generoso

Tudo o que eu sirvo, morrerá, todos os meus deleites,
a carne acesa de minha carne, jardim e campo,
os lírios silenciosos que se encontram na floresta,
as florestas, a colina, a terra toda, tudo
arderá na maldade humana, ou encolherá
na própria velhice. Que o mundo me proporcione
o sono das trevas sem estrelas, para que eu possa conhecer
minha pequena luz, tirada de mim na semente
do início e do fim, para que eu possa me curvar
ao mistério e assumir minha posição na terra
como uma árvore em um campo, transitando sem pressa
ou arrependimento em direção ao que será, minha vida,
uma paciente descida voluntária em direção à relva.

Trad.: Nelson Santander

The Wish to Be Generous

All that I serve will die, all my delights,
the flesh kindled from my flesh, garden and field,
the silent lilies standing in the woods,
the woods, the hill, the whole earth, all
will burn in man’s evil, or dwindle
in its own age. Let the world bring on me
the sleep of darkness without stars, so I may know
my little light taken from me into the seed
of the beginning and the end, so I may bow
to mystery, and take my stand on the earth
like a tree in a field, passing without haste
or regret toward what will be, my life
a patient willing descent into the grass.

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