José Paulo Paes – Epitáfio para um banqueiro

2 comentários em “José Paulo Paes – Epitáfio para um banqueiro

    1. É para trabalho escolar, né? Olha só, os poemas admitem múltiplas interpretações, seja porque cada pessoa pode interpretar um determinado poema ou aspectos dele de forma diferente, seja porque a mesma pessoa pode interpretar o mesmo poema lido um dia de maneira diferente, se lido meses ou anos depois.
      A minha interpretação é a de que, neste poema concreto, o poeta José Paulo Paes critica a ganância do mundo capitalista. Para tanto, ele se vale de um recurso típico da poesia concreta que é a decomposição de uma determinada palavra para revelar múltiplos significados. No caso, a palavra é “negócio” que é dividida da seguinte maneira, se observarmos uma leitura linha a linha:
      a) negócio: simboliza a própria ganância do mundo capitalista;
      b) ego: todo capitalista inescrupuloso é um ególatra por natureza;
      c) ócio: a ociosidade, aqui, é filosófica: o capitalista é vazio de valores. Ou pode ser também que o poeta queira dizer que o mundo capitalista (por exemplo, de quem aplica em bolsa de valores) é o oposto mundo produtivo;
      d) cio: essa é meio óbvia, já que dinheiro está sempre associado a poder e sexo;
      e) a soma de todos os elementos, todavia, resultam em zero. Zero = Nada. O capitalismo é nulo em termos de valores morais.
      Mas essa é a minha interpretação. Cabe a você encontrar a sua. Talvez sua leitura seja diferente ou complementar à minha.
      Abraço!

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