Ferreira Gullar – Redundâncias

Ferreira Gullar – Redundâncias

Ter medo da morte
é coisa dos vivos
o morto está livre
de tudo o que é vida

Ter apego ao mundo
é coisa dos vivos
para o morto não há
(não houve)
raios rios risos

E ninguém vive a morte
quer morto quer vivo
mera noção que existe
só enquanto existo

REPUBLICAÇÃO: poema originalmente publicado na página em19/11/2016

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