Carlos Drummond de Andrade – Ciência

Carlos Drummond de Andrade – Ciência

Começo a ver no escuro
um novo tom
de escuro.

Começo a ver o visto
e me incluo

no muro.

Começo a distinguir
um sonilho, se tanto,
de ruga.

E a esmerilhar a graça
da vida, em sua
fuga.

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