Alberto Szpunberg – De “Sol de noche”

XIV

Embora já saibas que nada volta, volta para casa,
aceita a pequena mentira como um lapso
antes que o inverno te surpreenda
sob uma árvore de ramos despojados:
aqui termina o bosque,
o que cresceu em teus sonhos
antes mesmo de tuas mãos roçarem os troncos:
a pradaria que se estende perante teus olhos
como um mar envolto em luminosa névoa
não tem por que ser o desamparo
que se abraça a teus ossos:
tudo não passou de uma brincadeira de criança,
em que as regras eram
inocentes trapaças consentidas.

Trad.: Nelson Santander

De “Sol de noche”

XIV

Aunque ya sabes que nunca se vuelve, vuelve a casa,
acepta la pequeña mentira como un guiño
antes de que el invierno te sorprenda
bajo un árbol de ramas despojadas:
acá se acaba el bosque,
el que creció en tus sueños
aun antes de que tus manos rozaran la corteza:
la llanura que se extiende ante tus ojos
como un mar envuelto en luminosa niebla
no tiene por qué ser el desamparo
que se abraza a tus huesos:
todo ha sido un juego de niños,
donde las reglas eran
inocentes trampas consentidas.

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