Marie Howe – Meus amigos mortos

Comecei,
quando estou cansada e não consigo decidir a resposta que devo dar a uma pergunta desconcertante,

a pedir a opinião dos meus amigos mortos
e frequentemente a resposta é imediata e clara.

Devo aceitar o emprego? Mudar-me para a cidade? Devo tentar conceber um filho
em minha meia idade?

Em uníssono, eles balançam suas cabeças e sorriem – o que quer que conduza
à felicidade, eles sempre respondem,

a mais vida e menos preocupação. Eu olho para a urna onde estavam as cinzas de Billy –
é verde ali, uma urna verde,

e pergunto-lhe se devo retornar a complicada ligação, e ele diz: sim.
Billy já passou pelo apavorante portal,

o que quer que ele diga, eu farei.

Trad.: Nelson Santander

My Dead Friends

I have begun,
when I’m weary and can’t decide an answer to a bewildering question

to ask my dead friends for their opinion
and the answer is often immediate and clear.

Should I take the job? Move to the city? Should I try to conceive a child
in my middle age?

They stand in unison shaking their heads and smiling — whatever leads
to joy, they always answer,

to more life and less worry. I look into the vase where Billy’s ashes were –
it’s green in there, a green vase,

and I ask Billy if I should return the difficult phone call, and he says, yes.
Billy’s already gone through the frightening door,

whatever he says, I’ll do.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s