Robert Graves – Através do pesadelo

Jamais se desencante daquele
Lugar no qual algumas vezes você sonha estar,
Deitada muito além de todo sonho,
Ou daqueles que você lá encontra, embora raramente
se sente na companhia deles.

O indomável, o vivo, o gentil.
Você não os conhece? Quem? Eles transportam
O tempo circular como um sábio-rio ao redor de suas casas
E não há como, pelas veredas da história,
Nomeá-los ou numera-los.

Em seus olhos dormentes eu leio a jornada
A que você, incoerentemente, se refere; o que desperta
Minha admiração amorosa, de que você deve viajar,
Através do pesadelo, para uma terra perdida e isolada,
Tímida por natureza.

Trad.: Nelson Santander

Through Nightmare

Never be disenchanted of
That place you sometimes dream yourself into,
Lying at large remove beyond all dream,
Or those you find there, though but seldom
In their company seated –

The untameable, the live, the gentle.
Have you not known them? Whom? They carry
Time looped so river-wise about their house
There’s no way in by history’s road
To name or number them.

In your sleepy eyes I read the journey
Of which disjointedly you tell; which stirs
My loving admiration, that you should travel
Through nightmare to a lost and moated land
Who are timorous by nature.

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