Luis Alberto de Cuenca – Nos veremos novamente

Nos veremos novamente onde sempre é de dia
e os feios são bonitos e eternamente jovens,
onde os poderosos não abusam dos mais fracos
e, das árvores, pendem brinquedos e gibis.

Nesta morada de luz que não fere os olhos
Voltaremos, tu e eu, a dizer-nos bobagens
de mãos dadas, contemplando as ondas a morrer
sem estresse nem pressa, onde o sol não se põe.

E vivenciarei em teus lábios o amor que a Terra
sentiu pelo Céu quando o mundo era uma criança,
e o tempo deixará de solfejar sua lúgubre
canção de despedida enquanto nos abraçamos.

Volveremos a vernos

Volveremos a vernos donde siempre es de día
y los feos son guapos y eternamente jóvenes,
donde los poderosos no abusan de los débiles
y cuelgan de los árboles juguetes y tebeos.

En ese hogar de luz que no hiere los ojos
volveremos tú y yo a decirnos bobadas
cogidos de la mano, viendo morir las olas
sin agobios ni prisas, donde el sol no se pone.

Y viviré en tus labios el amor que la Tierra
sintiera por el Cielo cuando el mundo era un niño,
y el tiempo dejará de salmodiar su lúgubre
canción de despedida mientras nos abrazamos.

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