Paulo Henriques Britto – Mosaico

Os dias a amontoar-se
como se rumo a um sentido,
algo que se assemelhasse
a uma meta, ou um destino,  

mas formando (sem sabê-lo,
claro — o que sabem os dias?)
uma estrutura em relevo,
espécie de marchetaria,  

com padrão indecifrável
(por não seguir um projeto),
mas assim mesmo um resguardo,
um remédio contra o medo  

de nada haver — nem padrão,
nem projeto, nem destino
no mundo, nada senão
o amontoar-se dos dias

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