Ivo Barroso – Poema a meu Pai

Ivo Barroso – Poema a meu Pai

Meu pai morreu longe de mim
(eu é que estava longe dele).
Tantos anos se passaram
e ainda não lhe vi a sepultura.
Continuo longe.
Mas sua presença me sacode
como um choque elétrico,
uma bebida forte que me arde
por dentro.
Está vivo nos meus dedos,
nos cabelos ralos
– a nuca dá arrepios de se ver.
Está cada vez mais perto de mim
(eu é que estou mais perto dele).

Visualizações: 11

Receba novos poemas no seu e-mail

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *