Tag: Regina Przybycien
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Wislawa Szymborska – Fotografia de 11 de setembro

“Fotografia de 11 de setembro”, um poema de Wislawa Szymborska sobre o impacto visual e emocional de um momento trágico, capturado em uma única imagem.
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Wislawa Szymborska – Autotomia

“Autotomia”, um poema de Wislawa Szymborska sobre a divisão interna e o equilíbrio entre a sobrevivência e a transformação, refletindo a luta entre o ser e o tornar-se.
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Wislawa Szymborska – Mapa

Plano como a mesana qual está colocado.Debaixo dele nada se movenem busca vazão.Sobre ele – meu hálito humanonão cria vórtices de are deixa toda a sua superfícieem silêncio. Suas planícies, vales, são sempre verdes,os planaltos, montanhas, amarelos e marronse os mares, oceanos, de um azul delicadonas margens fendidas. Tudo aqui é pequeno, próximo, acessível.Posso tocar…
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Wislawa Szymborska – A Mulher de Lot

Dizem que olhei para trás curiosa.Mas quem sabe eu também tinha outras razões.Olhei para trás de pena pela tigela de prata.Por distração – amarrando a tira da sandália.Para não olhar mais para a nuca virtuosado meu marido Lot.Pela súbita certeza de que se eu morresseele nem diminuiria o passo.Pela desobediência dos mansos.Alerta à perseguição.Afetada pelo…
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Wislawa Szymborska – Gato num apartamento vazio

Morrer — isso não se faz a um gato.Pois o que há de fazer um gatonum apartamento vazio.Trepar pelas paredes.Esfregar-se nos móveis.Nada aqui parece mudadoe no entanto algo mudou.Nada parece mexidoe no entanto está diferente.E à noite a lâmpada já não se acende. Ouvem-se passos na escadamas não são aqueles.A mão que põe o peixe…
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Wislawa Szymborska – O Terrorista, Ele Observa

A bomba vai explodir no bar às treze e vinte.Agora são só treze e dezesseis.Alguns ainda terão tempo de entrar;alguns de sair. O terrorista já passou para o outro lado da rua.A distância o livra de todo male a vista, bom, é como no cinema: Uma mulher de jaqueta amarela, ela entra.Um homem de óculos…
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Wislawa Szymborska – As Cartas dos Mortos

Lemos as cartas dos mortos como deuses impotentes,mas deuses assim mesmo, porque conhecemos as datas posteriores.Sabemos quais dívidas não foram pagas.Com quem as viúvas rapidamente se casaram.Pobres mortos, mortos cegos,enganados, falíveis, canhestramente previdentes.Vemos as caretas e os sinais feitos pelas costas.Capturamos o som de testamentos sendo rasgados.Sentados comicamente diante de nós como no pão com…
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Wislawa Szymborska – Bodas de Ouro

Devem ter sido diferentes um dia,fogo e água, diferindo com veemência,sequestrando e se doandono desejo, no assalto à dessemelhança.Abraçados, apropriaram-se e expropriarampor tanto tempo,que nos braços restou o artranslúcido depois do relâmpago. Um dia a resposta antecipou a pergunta.Uma noite adivinharam a expressão do olhar do outropelo tipo de silêncio, no escuro. O sexo fenece,…
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Wislawa Szymborska – Natureza-morta com um Balãozinho

Em vez da volta das lembrançasna hora de morrerquero ter de voltaas coisas perdidas. Pela porta, janela, malas,sombrinhas, luvas, casaco,para que eu possa dizer:Para que tudo isso. Alfinetes, este e aquele pente,rosa de papel, barbante, faca,para que eu possa dizer:Nada disto me faz falta. Esteja onde estiver, chave,tente chegar a tempo,para que eu possa dizer:Ferrugem,…
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Wislawa Szymborska – Nada Duas Vezes

Nada acontece duas vezesnem acontecerá. Eis nossa sina.Nascemos sem práticae morremos sem rotina. Mesmo sendo os piores alunosna escola deste mundão,nunca vamos repetirnenhum inverno nem verão. Nem um dia se repete,não há duas noites iguais,dois beijos não são idênticos,nem dois olhares tais quais. Ontem quando alguém falouo teu nome junto a mimfoi como se pela…