Hugo Vera Miranda – Os cavaleiros do apocalipse

Como defender-se dos furtivos invernos
que aninham as moradas obscuras do desejo?
Como voltar por um instante
ao tempo feroz da infância
onde um velho com cara de sapo
solta pombas enquanto o trem passa?
Como decifrar a carícia longínqua
que agora atormenta a insônia?
Vamos ficando sozinhos,
cercados por demônios dançarinos
e um tiro de misericórdia
que produzirá efeitos
tão logo cruzemos
o umbral da esperança.

Trad.: Nelson Santander

Los jinetes del apocalipsis

¿Cómo defenderse de los solapados inviernos
que anidan las moradas oscuras del deseo?
¿Cómo volver por un instante
al tiempo feroz de la infancia
donde un viejo con cara de sapo
lanza palomas al paso del tren?
¿Cómo descifrar la caricia lejana
y que ahora atormenta el insomnio?
Nos vamos quedando solos,
rodeados de demonios danzando
y un tiro de gracia
que se hará efectivo
apenas crucemos
el umbral de la esperanza.

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