Nazim Hikmet – O último ônibus

Meia-noite. O último ônibus.
O condutor rasga os bilhetes.
Não me esperam em casa nem uma má notícia
nem a fartura da bebida.
Para mim, é a partida que espera.
Caminho em direção a ela sem medo
ou tristeza.

A escuridão imensa se aproxima de mim.
Posso olhar para o mundo
calma e serenamente, agora.
Já não me surpreende a traição de um amigo,
a faca estocada num aperto de mão.
É tudo em vão, o inimigo já não pode mais me provocar.
Cruzei a floresta dos ídolos
usando meu machado
de que maneira fácil todos desabaram.
Testei as coisas em que acredito, uma vez mais,
boa parte delas se revelou em sua pureza, pelo que sou grato.
Jamais foi meu fulgor tão brilhante,
nunca fui tão livre.

A escuridão imensa se aproxima de mim.
Posso olhar para o mundo
calma e serenamente, agora.
Ergo a cabeça de meu trabalho e olho em volta,
de súbito emerge do passado
uma palavra
um cheiro
um aceno de mão.

A palavra é amiga,
o cheiro maravilhoso,
quem me acena a mão é meu amor.
O que a memória evoca já não me deixa triste.
Não reclamo das memórias.
Não reclamo de nada, de fato,
nem sequer de meu coração
doendo sem parar como um dente gigantesco.

A escuridão imensa se aproxima de mim.
Agora nem o orgulho do ministro nem a conversa fiada do sacristão.
Despejo taças de luz sobre a minha cabeça,
Posso olhar para o sol sem que meus olhos se deslumbrem.
E talvez, que pena,
a mentira mais astuta
já não possa me enganar.
As palavras perderam o poder de me embriagar,
nem as dos outros, nem as minhas próprias.

Assim são as coisas, minha rosa,
terrivelmente a morte se aproxima de mim.
O mundo, mais belo do que nunca, o mundo.
O mundo era minha roupa de baixo, minhas vestes,
Comecei a me despir.
Eu era a janela de um trem,
agora sou a estação.
Eu era a parte interna da casa,
agora sou sua porta aberta.
Amo em dobro os convidados.
E o calor está mais amarelo do que nunca
a neve mais pura do que jamais foi.

Trad.: Pedro Gonzaga

Son Otobüs

Gece yarısı.Son otobüs.
Biletçi kesti bileti.
beni ne bir kara haber bekliyor evde,
ne rakı ziyafeti.
Beni ayrılık bekliyor.
Yürüyorum ayrılığa korkusuz ve kedersiz.

İyice yaklaştı bana büyük karanlık.
Dünyayı telaşsız, rahat seyredebiliyorum artık
Artık şaşırtmıyor beni dostun kahpeliği,
elimi sıkarken sapladığı bıçak.
Nafile, artık kışkırtamıyor beni düşman.
Geçtim putların ormanından baltalayarak
nede kolay yıkılıyorlardı.
Yeniden vurdum mihenge inandığım şeyleri,
çoğu katkısız çıktı çok şükür.
Ne böylesine pırıl pırıl olmuşluğum vardı,
ne böylesine hür.

İyice yaklaştı bana büyük karanlık.
Dünyayı telaşsız, rahat seyredebiliyorum artık.
Bakınıyorum başımı kaldırıp işten,
karşıma çıkıveriyor geçmişten
bir söz
bir konu
bir el işareti.

Söz dostça
koku güzel,
el eden sevgilim.
Kederlendirmiyor artık beni hatıraların daveti
hatıralardan şikayetçi değilim.
Hiçbir şeyden şikayetim yok zaten,
yüreğimin durup dinlenmeden
kocaman bir diş gibi ağrımasından bile.

İyice yaklaştı bana büyük karanlık.
Artık ne kibri nazırın, ne katibin şakşağı.
Tas tas ışık döküyorum başımdan aşağı,
güneşe bakabiliyorum gözüm kamaşmadan.
Ve belki, ne yazık,
hatta en güzel yalan
beni kandıramıyor artık.
Artık söz sarhoş edemiyor beni,
ne başkasının ki, nede kendiminki.

İşte böyle gülüm,
iyice yaklaştı bana ölüm.
Dünya, her zamankinden güzel, dünya.
Dünya, iç çamaşırlarım, elbisemdi,
başladım soyunmağa.
Bir tren penceresiydim,
bir istasyonum şimdi.
Evin içerisiydim,
şimdi kapısıyım kilitsiz.
Bir kat daha seviyorum konukları.
Ve sıcak her zamankisinden sarı,
kar her zamankinden temiz.

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