Lucrécio – Da Natureza das Coisas (de rerum natura) (excerto)

Lucrécio – Da Natureza das Coisas (de rerum natura) (excerto)

Coisa nenhuma subsiste, mas tudo flui.
Fragmento ajusta-se a fragmento e as coisas assim crescem
Até que as conhecemos e nomeamos.
Fundem-se, e já não são as coisas que conhecêramos.

Formados dos átomos que caem velozes ou lentos
Vejo os sóis, vejo os sistemas se ordenarem;
É sólido que a natureza está em nós até mais
Do que nossa consciência sobre nós mesmos.

Tu também, ó Terra, teus impérios, países e mares
A menor de todas as galáxias,
Também formada assim, também tu te irás, ó Terra,
E hora a hora vais indo, ó Terra.

Nada subsiste. Teus mares desaparecerão em névoa;
As areias abandonaram o seu lugar,
E onde hoje se acamam outros mares
Abrirão, com suas foices de brancura, outras baías.

Lucrécio 96 a.C. – 55 a.C.

Trad.: Antonio José de Lima Leitão

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Uma resposta para “Lucrécio – Da Natureza das Coisas (de rerum natura) (excerto)”

  1. Avatar de José Ribamar Muniz Feitosa
    José Ribamar Muniz Feitosa

    Sou fã desse poema

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