Mário de Andrade – Poema da Amiga (VIII)

Mário de Andrade – Poema da Amiga (VIII)

Gosto de estar a teu lado,
Sem brilho.
Tua presença é uma carne de peixe,
De resistência mansa e de um branco
Ecoando azuis profundos.

Eu tenho liberdade em ti.
Anoiteço feito um bairro,
Sem brilho algum.

Estamos no interior duma asa
Que fechou.

REPUBLICAÇÃO: poema publicado no blog originalmente em 14/10/2016

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