Wilfred Owen – Futilidade

Coloquem-no à luz do sol… Em casa
Seu toque gentil o acordava com a lembrança
De campos ainda por plantar…
O sol o acordou sempre, até na França,
Até chegarem a manhã de hoje e a neve que aí está.
Se alguma coisa pode acorda-lo agora,
Só o velho sol saberá.

Lembrem que também acorda sementes…
E que há muito acordou a argila de uma estrela fria…
Então os braços perfeitos e seu corpo
Tão rico em nervos (e ainda quente) rijos demais?
É este o fim que a argila em si encerra?
– Ah, por que, raio de sol insensato, você
Se esmerou tanto para um dia acordar a terra?

Trad.: Jorge Wanderley

Wilfred Owen – Futility

Move him into the sun—
Gently its touch awoke him once,
At home, whispering of fields half-sown.
Always it woke him, even in France,
Until this morning and this snow.
If anything might rouse him now
The kind old sun will know.

Think how it wakes the seeds—
Woke once the clays of a cold star.
Are limbs, so dear-achieved, are sides
Full-nerved, still warm, too hard to stir?
Was it for this the clay grew tall?
—O what made fatuous sunbeams toil
To break earth’s sleep at all?

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