Tag: Memento Mori
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Andrew Marvell – To His Coy Mistress, em 5 traduções

PARA SUA DAMA RECATADAtrad. Matheus “Mavericco” Houvesse tempo e espaço e então de fatoNão seria um delito este recato.Sentados, nós iríamos pensarEm só pensar no outro, e assim passar.Você, do lado indígena do Ganges,Achando rubis, e eu, pois me confrangeA dor, junto ao Humber. Décadas antesDo Dilúvio eu te juro amor, e, instantesDepois, se quiser,…
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Richard Dawkins – Todos Vamos Morrer

Arte: Gavin Aung – 2012 REPUBLICAÇÃO: Arte originalmente publicada na página em 27/02/2016
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Susan Sontag – De “Sobre Fotografia”

“Todas as fotos são memento mori. Tirar uma foto é participar da mortalidade, da vulnerabilidade e da mutabilidade de outra pessoa (ou coisa). Precisamente por cortar uma fatia deste momento e congelá-lo, toda foto testemunha a dissolução implacável do tempo (…). A fotografia é simultaneamente uma pseudo-presença e um sinal de ausência.” Susan Sontag, em…
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Ernest Dowson – Vitae Summa Brevis Spem Nos Vetat Incohare Longan

Vitae Summa Brevis Spem nos Vetat Incohare Longam A brevidade da vida impede que possamos acalentar longas esperanças – Horácio A alegria, o desejo, o pranto, o amorE a raiva duram pouco.Nada disso, que eu saiba, há de transporO umbral conosco. Poucos dias de rosas e de vinho:Surge num vago sonhoE logo se desfaz nosso…
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Ivan Junqueira – Morrer

Pois morrer é apenas isto:cerrar os olhos vaziose esquecer o que foi visto; é não supor-se infinito,mas antes fáustico e ambíguo,jogral entre a história e o mito; é despedir-se em surdina,sem epitáfio melífluoou testamento sovina; é talvez como despiro que em vida não vestiae agora é inútil vestir; é nada deixar aqui:memória, pecúlio, estirpe,sequer um…
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Ivan Junqueira – Esse Punhado de Ossos

Esse punhado de ossos que, na areia,alveja e estala à luz do sol a pinomoveu-se outrora, esguio e bailarino,como se move o sangue numa veia. Moveu-se em vão, talvez, porque o destinolhe foi hostil e, astuto, em sua teiabebeu-lhe o vinho e devorou-lhe à ceiao que havia de raro e de mais fino. Foram damas…
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Ivan Junqueira – A Sagração dos Ossos

Considerai estes ossos– tíbios, inúteis, apócrifos –que sob a lápide dormemsem prédica que os conforte. Considerai: é o que sobrade quem lhes serviu de invólucroe agora já não se moveentre as tábuas do sarcófago. Dormem sem túnica ou togae, quando muito, um lençollhes cobre as partes mais nobres(as outras quedam-se à mostra, não dos que…
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Ted Kooser – Abutre

“Abutre”, um poema de Ted Kooser que, sob a leveza de um instante efêmero, sussurra segredos sobre a presença de sombras imprevistas, desvelando a fragilidade da vida entre a luz e a escuridão.
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Kim Addonizio – Poema da morte

“Poema de Morte”, de Kim Addonizio: um poema sobre a inescapável jornada da vida e os encontros sombrios ao longo do caminho.
