singularidade – poesia & etc.

nelson santander

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  • Vinicius de Moraes – Soneto do Gato Morto

    Vinicius de Moraes – Soneto do Gato Morto

    Um gato vivo é qualquer coisa linda Nada existe com mais serenidade Mesmo parado ele caminha ainda As selvas sinuosas da saudade De ter sido feroz. À sua vinda Altas correntes de eletricidade Rompem do ar as lâminas em cinza Numa silenciosa tempestade. Por isso ele está sempre a rir de cada Um de nós,…

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    17/02/2016
    Poema, Poesia em Língua Portuguesa
    Soneto, Vinicius de Moraes
  • Wislawa Szymborska – O primeiro amor

    Wislawa Szymborska – O primeiro amor

    Dizem que o primeiro amor é o mais importante. Isso é muito romântico, mas não é o meu caso. Algo entre nós houve e não houve, se deu e se perdeu. Não me tremem as mãos quando encontro as pequenas lembranças e o maço de cartas atadas com barbante se ao menos fosse uma fita.…

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    17/02/2016
    Poema
    Regina Przybycien, Wislawa Szymborska
  • Ian Hamilton – Epitáfio

    Ian Hamilton – Epitáfio

    O aroma de rosas velhas e tabaco Faz-me regressar. Há quase vinte anos Que não nos vemos E a nossa desapegada paixão continua. Foi isto que me deixaste: A mão, entreaberta, imóvel Sobre uma colcha verde. O bastante para erguer Alguns poemas melancólicos. Se então eu te houvesse tocado Um de nós podia ter sobrevivido.…

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    17/02/2016
    Poema, Poesia em Língua Inglesa
    Epitáfio, Ian Hamilton, Nuno Vidal
  • Fernando Pessoa – Poema 165 (Cancioneiro)

    Fernando Pessoa – Poema 165 (Cancioneiro)

    Tenho tanto sentimento Que é freqüente persuadir-me De que sou sentimental, Mas reconheço ao medir-me, Que tudo isso é pensamento, Que não senti afinal. Temos, todos que vivemos, Uma vida que é vivida E outra vida que é pensada, E a única vida que temos É essa que é dividida Entre a verdadeira e a…

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    17/02/2016
    Poema
    Fernando Pessoa
  • Pedro Salinas – Não Te Vejo

    Pedro Salinas – Não Te Vejo

    Não te vejo. Bem sei que estás aqui, atrás de uma frágil parede de ladrilhos e cal, bem ao alcance da minha voz, se chamasse. Mas não chamarei. Chamarei amanhã, quando, ao não te ver mais imagine que continuas aqui perto, ao meu lado, e que basta hoje a voz que ontem eu não quis…

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    17/02/2016
    Poema, Poesia em Língua Espanhola
    Antonio Cicero, Pedro Salinas
  • William Butler Yeats – Viajando para Bizâncio

    William Butler Yeats – Viajando para Bizâncio

    Aquela não é terra para velhos. Gente jovem, de braços dados, pássaros nas ramas — gerações de mortais — cantando alegremente, salmão no salto, atum no mar, brilho de escamas, peixe, ave ou carne glorificam ao sol quente tudo o que nasce e morre, sêmen ou semente. Ao som da música sensual, o mundo esquece…

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    17/02/2016
    Poema, Poesia em Língua Inglesa
    Augusto de Campos, William Butler Yeats
  • W. H. Auden – Blues Fúnebre

    W. H. Auden – Blues Fúnebre

    BLUES FÚNEBRE – 1ª Tradução Que parem os relógios, cale o telefone, jogue-se ao cão um osso e que não ladre mais, que emudeça o piano e que o tambor sancione a vinda do caixão com seu cortejo atrás. Que os aviões, gemendo acima em alvoroço, escrevam contra o céu o anúncio: ele morreu. Que…

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    17/02/2016
    Poema, Poesia em Língua Inglesa
    Nelson Ascher, W. H. Auden
  • Giuseppe Ungaretti – San Martino del Carso

    Giuseppe Ungaretti – San Martino del Carso

    Valloncello dell’Albero Isolato, 27 de agosto de 1916 Destas casas nada sobrou senão alguns pedaços de muro De quantos me foram próximos nada sobrou nem tanto No coração porém nenhuma cruz me falta É o meu coração a região mais destroçada Trad.: Geraldo Holanda Cavalcanti Giuseppe Ungaretti – San Martino Del Carso Valloncello dell’Albero Isolato…

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    17/02/2016
    Poema, Poesia em Língua Italiana
    Geraldo Holanda Cavalcanti, Giuseppe Ungaretti
  • Vinicius de Moraes – Poema de Natal

    Vinicius de Moraes – Poema de Natal

    Para isso fomos feitos: Para lembrar e ser lembrados Para chorar e fazer chorar Para enterrar os nossos mortos — Por isso temos braços longos para os adeuses Mãos para colher o que foi dado Dedos para cavar a terra. Assim será nossa vida: Uma tarde sempre a esquecer Uma estrela a se apagar na…

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    17/02/2016
    Poema, Poesia em Língua Portuguesa
    Vinicius de Moraes
  • Cassiano Ricardo – A Graça Triste

    Cassiano Ricardo – A Graça Triste

    Só me resta agora Esta graça triste De te haver esperado Adormecer primeiro. Ouço agora o rumor Das raízes da noite, Também o das formigas Imensas, numerosas, Que estão, todas, corroendo As rosas e as espigas. Sou um ramo seco Onde duas palavras Gorjeiam. Mais nada. E sei que já não ouves Estas vãs palavras.…

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    17/02/2016
    Poema, Poesia em Língua Portuguesa
    Cassiano Ricardo
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