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Retrospectiva 2025 – No devagar depressa dos tempos

A retrospectiva de 2024 reflete sobre memórias nostálgicas, o cansaço do presente e a persistência do blog, que, apesar dos desafios, continua a crescer com números animadores. Entre balanços pessoais e estatísticas, destaca-se a promessa de novas traduções, poemas inéditos e a continuidade do diálogo poético em 2025.
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Wendy Cope – 30 de dezembro

“30 de Dezembro”, um poema de Wendy Cope que transforma o rescaldo da desordem natalina em uma revelação de silêncio e luz, onde o instante banal se abre como promessa de renascimento.
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Mary Oliver – Devíamos estar preparados

“Devíamos Estar Preparados”, um poema de Mary Oliver sobre os sinais sutis da perda e a beleza melancólica das despedidas inevitáveis que a natureza nos ensina, sem alarde.
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Ferreira Gullar – Nova Concepção da Morte

Como ia morrer, foi-lhe dado o avisona carne, como sempre ocorre aos seres vivos; um aviso, um sinal, que não lhe veio de fora,mas do fundo do corpo, onde a morte mora, ou, dizendo melhor, onde ela circulacomo a eletricidade ou o medo, na medula dos ossos e em cada enzima, que veicula,no processo da…
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Dan Pagis – Escrito a lápis no vagão lacrado

“Escrito a lápis no vagão lacrado”, um poema de Dan Pagis em que Eva deixa uma mensagem inacabada para Caim, entrelaçando o fratricídio bíblico com o horror do Holocausto.
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Bob Hicok – Experiência não mediada

“Experiência Não Mediada”, um poema de Bob Hicok que explora, com ternura e ironia, os limites entre presença e ausência, revelando o absurdo delicado das esperanças humanas diante do inevitável.
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Stanley Plumly – Jesus chorou

“Jesus Chorou”, um poema de Stanley Plumly que, partindo da mais breve das frases bíblicas, mergulha numa meditação íntima sobre a morte, a ausência e o estranho peso de continuar entre os vivos.
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Stanley Plumly – Lázaro ao amanhecer

“Lázaro ao Amanhecer”, um poema de Stanley Plumly que mergulha nas fronteiras entre a morte e o despertar, evocando com lirismo sombrio o silêncio, a ausência e o indizível que pairam no limiar da existência.
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Ferreira Gullar – Filhos

A meu filho Marcos Daqui escuteiquando eleschegaram rindoe correndoentraramna salae logoinvadiram tambémo escritório(onde eu trabalhava)num alvoroçoe rindo e correndose foramcom sua alegriase foramSó entãome pergunteipor quenão lhes deramaioratençãose há tantose tantosanosnão os via criançasjá queagoraestão os trêscom maisde trinta anos. REPUBLICAÇÃO: poema originalmente publicado na página em 28/03/2016
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Luís Filipe Parrado – Depois do amor

“Depois do Amor”, um poema de Luís Filipe Parrado em que a memória do outro se entranha na pele como um aroma que nem a água consegue apagar.