Categoria: Dorianne Laux
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Dorianne Laux – Ray aos 14

“Ray aos 14”, um poema de Dorianne Laux sobre a memória nostálgica e delicada de um vínculo entre irmãos, onde a presença do passado ecoa no presente, trazendo à tona o poder de pequenas lembranças que resistem ao tempo.
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Dorianne Laux – Apenas enquanto o dia durar

“Apenas enquanto o dia durar”, um poema de Dorianne Laux que reflete sobre a efemeridade da vida e a dissolução de memórias, evocando imagens íntimas e fragmentos de uma presença que se dispersa no tempo e no espaço.
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Dorianne Laux – A vida das árvores

“A Vida das Árvores”, um poema de Dorianne Laux que explora, com delicadeza e profundidade, a quieta sabedoria e a resistência silenciosa das árvores frente aos desafios do mundo natural.
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Dorianne Laux – A Fada dos Dentes

“A Fada dos Dentes”, um poema de Dorianne Laux sobre a magia fugaz da infância e a realidade dolorosa da vida adulta.
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Dorianne Laux – Antilamentação

“Antilamentação”, um poema de Dorianne Laux: não se arrependa de nada.
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Dorianne Laux — A travessia

Os alces de Orick aguardam para atravessar a pista pacientemente,e meu marido de seis meses, que pensa ser o próprio São Francisco, desce do carro para ajudar.Espírito de São Francisco, camiseta esvoaçante, pisa o asfalto delicadamente e eles começam sua jornada,cabeças erguidas, narinas dilatadas, cada passo um testemunho do momentum interrompido, graciosamentehesitantes, enquanto dois caminhões,…
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Dorianne Laux – Da gentileza de estranhos

Não importa a dor, seu peso,somos obrigados a carregá-la.Erguemo-nos e ganhamos impulso, a força monótonaque nos empurra através da multidão.Mas então um garoto me dá instruçõescom tanto entusiasmo. Uma mulher segura a porta de vidro aberta,pacientemente esperando meu corpo vazio passar por ela.Ao longo do dia, isso continua, cada ato de bondadese estendendo em direção…
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Dorianne Laux – Eu te desafio

É outono, e estamos nos livrandodos livros, nos preparando para aposentar emudar para um lugar menor, maisgerenciável. Vivendo ao contrário,na nova casa à prova de idade, nadano chão para tropeçar, nenhum obstáculopara os vagarosos mecanismos de nossos corpos,uma mesinha para dois. Nosso mundo estáencolhendo, nossos armários, quase vazios,se foram as saias justas e os sapatos…
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Dorianne Laux – De qualquer forma

Se estamos fraturados,assim o estamoscomo estrelasfeitas para brilharem todas as direções,por qualquer dimensão,bilhões de anos desde então. Não lamentareio humano, ainda não.Há algo maispor vir, nossos coraçõessão como uma mina de ouroinexplorada,um mar desconhecido. Nada se foi para sempre.Se viemos do póe ao pó voltaremos,então podemos descobrir ocaminho para qualquer coisa. Ainda não se sabe…
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Dorianne Laux – Os amantes

Ela está quase lá. Desta vez, elesestão sentados, unidos abaixo dos ventres,os pés em concha como macias mãos orandona base da coluna vertebral um do outro.E quando algo se eleva dentro delaem direção a uma luz, ela está certa, uma vez mais,de que não pode suportar, ela abre os olhose vê o rosto dele voltado…