Philip Larkin – As Árvores

As árvores se põem a enfolhar
Como algo quase expresso. Seus brotos,
Tenros, estão se estendendo, soltos;
Seu verde é uma espécie de pesar.

Renascem, ou é a gente que vem a
Envelhecer? Não, morrem, por certo.
O truque anual de um novo aspecto
Está inscrito nos anéis da lenha.

E cada castelo móvel, no mês
De maio, em fronde espessa, parece
Dizer: esse ano morreu. Comece
Outra vez, outra vez, outra vez.

Trad.: Alípio Correia de Franca Neto

REPUBLICAÇÃO: poema originalmente publicado na página em 04/04/2016

The Trees

The trees are coming into leaf
Like something almost being said;
The recent buds relax and spread,
Their greenness is a kind of grief.

Is it that they are born again
And we grow old? No, they die too,
Their yearly trick of looking new
Is written down in rings of grain.

Yet still the unresting castles thresh
In fullgrown thickness every May.
Last year is dead, they seem to say,
Begin afresh, afresh, afresh.

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