Estações de serviço
como ilhas de vidro
no mar alto dos campos.
O acaso governa
as estradas e os viajantes
que se cruzam despidos
da teia do seu passado.
Atravesso há horas
um país chuvoso:
anoiteceu
e não se vê ninguém
nas aldeias. Contra
o seu escuro mistério,
estas casas são reais?
Nelas nasceu gente
que depois quis partir
para dizer, como eu,
não sou daqui, sou
da hora que passa?
Rui Pires Cabral – Welcome Break