Francisco Brines – O Triunfo do Amor

Eu te amei em Queroneia. Vivos estávamos.
Entre a tristeza arruinada
um sopro mortal: estávamos vivos.
Séculos se passaram, e outros olhos
contemplam as ruínas, ainda intactas.
Quem passou por aqui? Apenas o vazio
foi o tecido do tempo nesta planície.

Eu te amei em Queroneia. Impalpável
era o calor das cinzas humanas,
e na manhã solitária repousam
sombras de colunas derrubadas, corpos
ardentes fomos em sua sombra. Muita
morte teria que ocorrer, apagou
tua bela juventude, soprou na minha,
nada perdurou aqui, onde buscamos
que o coração se acelere, como
se fosse o único sinal de vida.

Na manhã solitária, amados,
acelerai o coração, como
se fosse o único sinal de vida.
Somente o vazio é duradouro.

Trad.: Nelson Santander

El Triunfo Del Amor

Yo te amé en Queronea. Vivos éramos.
Entre la pesadumbre derruida
Un hálito mortal: éramos vivos.
Los siglos han pasado, y otros ojos
Contemplan las ruinas, aún intactas.
¿Quién aquí transcurrió? Sólo el vacío
fue el tejido del tiempo en este llano.

Yo te amé en Queronea. Impalpable
era el calor de la ceniza humana,
y en la mañana solitaria yacen
sombras de fustes derribados, cuerpos
ardientes fuimos en su sombra. Cuánta
muerte tendría que llegar, borró
tu hermosa juventud, sopló en la mía,
nada perduró aquí, donde buscamos
que el corazón se acelere, como
si fuese el solo signo de la vida.

En la mañana solitaria, amaros,
acelerad el corazón, como
si fuese el solo signo de la vida.
Perdurable tan sólo es el vacío.

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